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Câmara de Loulé, NERA e Associação In Loco propõe-se a repensar modelos de negócio para atrair investimento privado

Segunda, 07 Julho 2014

Câmara de Loulé, NERA e Associação In Loco

Encontrar formas de apoio a novos negócios tendo como objetivo a captação de investimento privado e a criação de postos de trabalho é uma das estratégias da Câmara Municipal de Loulé (CML), da Associação Empresarial da Região do Algarve (NERA) e da Associação In Loco para alavancar a região.

A CML vai organizar, para o efeito, um encontro entre as instituições locais, os vários agentes da sociedade algarvia e os cidadãos destinado a identificar soluções concretas que possam contribuir para o seu desenvolvimento económico-social. O compromisso foi lançado por Hugo Nunes, vice-presidente da autarquia, durante a conferência “be IN Algarve: “Mais Turismo, Menos Desemprego, Novas Ideias de Negócio”, realizada pela AIP no dia 26 de junho, no auditório do NERA, em Loulé.

Perante cerca de 70 participantes que refletiram sobre os temas propostos, a Associação In Loco, através do Presidente da Direção, Nelson Dias, disponibilizou-se para ajudar a identificar linhas de financiamento que possam ser usadas para viabilizar algumas das ideias concretas que surgiram durante o “be IN Algarve” e outras que entretanto venham a ser conhecidas.

Augusto Ramos, Tesoureiro da Direção do NERA, um dos intervenientes no encontro, propôs para a criação de um modelo de negócio que retome o investimento privado, em áreas como a agricultura e a agro-indústria, que apoie o aparecimento de novos negócios e que também responda às necessidades mais prementes do turismo.

Nos próximos anos, segundo Hugo Nunes, haverá mais oportunidades de negócio mas de menor dimensão. O autarca deu como exemplo alguns projetos já em curso no território como a atividade de “trail running” e uma empresa algarvia que organiza “saídas” que tiram partido da infraestrutura criada e mantida pelas autarquias.

“O Algarve é a região mais aberta ao exterior, o que significa que é a primeira a sofrer com a crise”, leitura que Carlos Baía, Delegado Regional do IEFP, fez da região que caracteriza como muito especializada (no turismo) e muito pouco industrializada, “com as vantagens e as desvantagens que isso acarreta”.

Carlos Baía referiu que a crise trouxe ao Algarve a motivação necessária para se repensar os modelos de negócios da região. Dá como exemplo os novos projetos no artesanato regional, e uma “melhor e diferente utilização dos recursos endógenos da região” e aponta o turismo sénior como uma oportunidade para vencer o desafio que a sazonalidade constitui para o emprego na região.

João Fernandes, vice-presidente da Região de Turismo do Algarve (VisitAlgarve), falou da importância do cluster do mar no sentido de credibilizar a “marca” Algarve, indicou o golfe como uma atividade capaz de atrair capital, sobretudo oriundo dos países escandinavos, e pediu um maior esforço na criação de acessibilidades em toda a região, como forma de criar ainda melhores condições para o turismo sénior.

Miguel Sá Pinto, do IAPMEI, defende que o caminho para o desenvolvimento passa pelo esforço de inovar, “não só com a criação de novos produtos, mas também de processos e de práticas de marketing”: “Não podemos estar sempre a cair na ideia de que o turismo sénior é a saída para a sazonalidade. Existem outras atividades como o turismo associado à natureza, por exemplo, a observação de pássaros”.

Já no período das propostas apresentadas pelos cidadãos, Paulo Águas, da Universidade do Algarve (UAlg), defendeu que a região tem de voltar a apostar no mar e que devem ser reduzidos certos custos para as empresas como sejam as portagens na Via do Infante.

Nelson Dias, da Associação In Loco, lamentou não haver um projeto coletivo para o Algarve, apesar de existirem muitas estratégias na região. “Temos de conseguir coordenar as atividades e não fazer tudo depender e girar em torno do turismo”, observou, ao dar como exemplo o PROVE, um modelo de negócio e de articulação entre produtores algarvios.

Espaços de “coworking”, cozinhas partilhadas para produtores locais trabalharem os seus produtos sem necessidade de criar espaços respondendo às normas e uma central de compras que selecione fornecedores regionais, são “propostas que exigem pouco investimento” mas que, segundo Nelson Dias, “podem ter grande impacto para os pequenos negócios na região”.

No final da sessão Maria Vieira, representante da AIP, apelou à continuação do debate através da página do facebook e destacou a importância da promoção da cidadania ativa, um dos grandes objetivos do be IN, projeto implementado pela AIP e da iniciativa da Comissão Europeia.

 


 

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