Frontpage Slideshow | Copyright © 2006-2010 JoomlaWorks, a business unit of Nuevvo Webware Ltd.

Criar PDF Recomendar Imprimir

 

nerainforma n.º 98, julho 2018

Nº Boletim 98 Data Julho 2018
Ficheiro(s):

 


VERÃO INCERTO

DETERMINAÇÃO NA AÇÃO

Presidente Site

Está à vista de todos que a instabilidade climática que nos tem atingido e em particular a nossa região, num período económico sensível do ano, não estimula expetativas otimistas.
Devemos, no entanto, manter toda a confiança. Até porque vamos ter à nossa frente situações que exigem frieza de pensamento e determinação na ação.
Em primeiro lugar sobre a economia da região e desde logo o Turismo. Depois de um crescimento importante nos últimos anos, 2018 aponta para uma fase de consolidação que é consequência de vários fatores: falência de companhias aéreas que voavam para Faro (Monarch, Air Berlim, Nikki); recuperação de alguns mercados do mediterrâneo que tinham caído em anos anteriores (Turquia, Egito, Tunísia, Marrocos); incertezas no mercado inglês e não só pelo Brexit; instabilidade em companhias aéreas; concorrência do Mundial de Futebol; temperaturas mediterrânicas no centro e norte da europa; etc., etc. É importante sublinhar que estes efeitos negativos, na devida proporção, também tocaram outros destinos de «férias e lazer» nossos concorrentes.

Estes factos só podem surpreender quem tem uma visão superficial do Turismo e que acham que se cresce sempre e de qualquer maneira, o que não é verdade.

Podemos estar perante indícios de uma mudança de ciclo, o que conduz a uma intensificação da concorrência e aponta para a necessidade de uma intensificação e reforço da nossa ação promocional junto dos principais mercados e de melhoria na qualificação da nossa oferta.

A nova direção da RTA e a área do Turismo do governo têm aqui um forte desafio. A economia da região no seu conjunto, também. E os empresários, estejam eles ligados ou não ao Turismo, têm de ter consciência disso.
O NERA procurará dar o seu contributo responsável e construtivo.

Por outro lado o Algarve e Portugal no seu conjunto, já estão e vão ser cada vez mais confrontados com um novo quadro económico europeu e mundial. Um quadro desconhecido e de final imprevisível. Um processo irreversível.
Como Presidente da Direção do NERA considero que não nos devemos limitar a ser meros espetadores passivos desta nova realidade que aí vem. E pensar que é uma matéria para os «políticos».

Como empresários devemos estar vigilantes e pautar a nossa atitude nas seguintes vertentes:
Primeiro: fazer um esforço inteligente para perceber o que se está a passar e tentar prever todos os cenários, para o país e a nossa Região. É vital tendo em conta a nossa dimensão económica.
Segundo: agir para que o governo assuma uma atitude clara e firme, atue com bom senso, realismo e sentido de responsabilidade. E em diálogo com o país e ganhando a sua confiança. Está em jogo o interesse nacional.
Terceiro: contribuir para preparar a nossa economia e o nosso tecido empresarial e profissional para os cenários mais prováveis. Seria imperdoável sermos surpreendidos.

O NERA compromete-se a estar presente nesta batalha, mobilizando todas as suas energias. Com todos os algarvios.

Vítor Neto

Presidente da Direção do NERA

 


 

 AGORA EM ALBUFEIRA, TAVIRA, PORTIMÃO E LAGOS

FORMAÇÃO FINANCIADA - FORMAÇÃO MODULAR CERTIFICADA

(NOMEADAMENTE PARA TRABALHADORES DE MICROS E PEQUENAS EMPRESAS)

 Plano de Formação 2016

O NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve, beneficiando do financiamento do CRESC Algarve 2020 | Portugal 2020, encontra-se a desenvolver o Projeto Formações Modulares Certificadas, nomeadamente, para trabalhadores de micro e pequenas empresas, que tem como objetivo melhorar a empregabilidade da população (desempregados, empregados, em particular empregados em risco de desemprego), através do desenvolvimento de competências para o mercado de trabalho.

Neste âmbito, o NERA encontra-se realizar no meses de agosto e setembro, nas suas instalações e agora também Albufeira, nas instalações da Junta de Freguesia de Ferreiras, em Tavira, nas instalações da Junta de Freguesia de Tavira (Sta. Maria e Santiago), em Portimão, nas instalações do Município, e em Lagos, nas instalações do Município, as seguintes Ações de Formação Modulares Certificadas:

Albufeira:
- Novas Formas de Publicidade;
- Língua Inglesa - Atendimento;
- Cortesia, Etiqueta e Protocolo no Atendimento.

Tavira:
- Atendimento e Venda Presencial;
- Gestão de Equipas;
- Projetos de Organização de Eventos – Planeamento e Gestão;
- Estratégias de Marketing de Serviços.

Portimão:
- Língua Inglesa – Atendimento;
- Fundamentos Gerais de segurança no Trabalho.

Lagos:
- Fundamentos Gerais de Segurança no Trabalho;
- Língua Inglesa – Informação Turística na Região;
- Atendimento – Técnicas de Comunicação.

Loulé:
- Sistema de Normalização Contabilística;
- Primeiros Socorros;
- Comunicação Institucional;
- Gestão de Equipas;
- Língua Inglesa – Técnicas de Escrita;
- Gestão do tempo e Organização do Trabalho;
- Atendimento – Técnicas de Comunicação;
- Introdução ao Código de Contas e Normas Contabilísticas;
- Técnicas de Marketing;
- Técnicas de Venda;
- Gestão de Stocks;
- Legislação Laboral;
- Meios de Comunicação Digital.

A participação nas ações é gratuita.

Destinatários: Ativos empregados, com habilitações iguais ou superiores ao 9.º ano, colaboradores de micro ou pequenas empresas.

Documentos para inscrição (apenas se consideram as inscrições dos(as) candidatos(as) que apresentarem todos os documentos solicitados):
• Ficha de Pré-Inscrição (em Anexo).
• Declaração de Situação Face ao Emprego:
Declaração a preencher pela empresa ou Declaração a preencher pelo(a) candidato(a).
• Certificado de Habilitações; ou Declaração Comprovativa de Habilitações Literárias
• Documento bancário com IBAN, comprovando que o(a) candidato(a) é titular de Conta (para efeito de pagamento de Sub. Alimentação, quando aplicável)

Poderá consultar o referido Plano de Formação e efetuar a sua inscrição nas várias Formações Modulares Certificadas, acedendo à opção “Formação Profissional – Formação Co-Financiada”, no sítio do NERA www.nera.pt ou então poderá contactar o Gabinete de Formação do NERA através dos seguintes contactos:

Tel.: 289 415 151
E-mail: gfo@nera.pt

FMC - Logótipos

 


 

COMISSÃO DE ACOMPANHAMENTO DO CRESC ALGARVE 2020 APROVA REPROGRAMAÇÃO

 

A proposta de reprogramação do CRESC ALGARVE 2020 foi aprovada pela Comissão de Acompanhamento, numa reunião onde o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, Francisco Serra, deu conhecimento que «a taxa de execução dos fundos está em 15%», em linha com os demais Programas Operacionais Regionais.

Segundo Francisco Serra, que desempenha igualmente as funções de Presidente da Comissão Diretiva do CRESC ALGARVE 2020, «a proposta de reprogramação que vamos defender junto da União Europeia aposta na qualificação e promoção do emprego, na continuidade do apoio ao investimento em inovação nas empresas, no reforço da política de emprego e do apoio ao empreendedorismo de base local, em investimentos de proximidade em equipamentos e infraestruturas de serviços básicos, favorecendo a coesão social e a competitividade territorial e intensifica a aposta na área da mobilidade urbana sustentável», domínios que viram as respetivas dotações reforçadas num exercício que envolveu cerca de dez por cento dos fundos da União Europeia (FEDER e FSE) atribuídos ao Algarve.

Durante a reunião, Francisco Serra fez um balanço dos seis debates públicos sobre a estratégia regional pós-2020 e anunciou um segundo ciclo de sessões a realizar no próximo outono, perante cerca de cinquenta representantes das autarquias locais, instituições do ensino superior e da sociedade civil, bem como do Estado português e da União Europeia, que integram a Comissão de Acompanhamento e são responsáveis por analisar e aprovar a metodologia e os critérios de seleção, os relatórios de execução e outras matérias relacionadas com o CRESC Algarve 2020, o principal instrumento financeiro de apoio ao desenvolvimento regional do Algarve.


 


 

DORMIDAS DE RESIDENTES CRESCEM 11,2% EM MAIO

As dormidas de residentes nos estabelecimentos hoteleiros do Algarve aumentaram 11,2 por cento em maio e continuam a ser o motor da atividade turística regional em 2018, informou o Instituto Nacional de Estatística. Em sentido contrário, as dormidas dos não residentes diminuíram 1,6 por cento, devido sobretudo aos mercados do Reino Unido e da Holanda.

Hóspedes
No mês de maio, a hotelaria algarvia registou 444 mil hóspedes que proporcionaram 1,8 milhões de dormidas, traduzindo-se em variações de 4,3 por cento e -0,1 por cento, respetivamente, face ao mesmo mês do ano anterior. Quatro em cada cinco daqueles hóspedes são estrangeiros, sendo os três mercados mais representados o Reino Unido, Alemanha e França.

Nos primeiros cinco meses do ano os hóspedes em estabelecimentos hoteleiros aumentaram 1 por cento face ao período homólogo, para 1,3 milhões.

Dormidas
Em maio, as dormidas no destino ascenderam a 1,8 milhões, resultado semelhante ao de 2017. Neste indicador, cerca de nove em cada dez dormidas foram realizadas por estrangeiros, com destaque para o Reino Unido, Alemanha e Irlanda. O aumento das dormidas de portugueses (+11,2%), alemães (+4,2%), irlandeses (+9,9%) e franceses (+24,1%) compensou a quebra mensal registada nas pernoitas de turistas britânicos (-11,2%) e holandeses (-12,1%).
De janeiro a maio o Algarve acumulou 5,6 milhões de dormidas.

Proveitos
Os proveitos totais aumentaram 7,1 por cento em maio, atingindo 94,6 milhões de euros. Os proveitos de aposento cresceram 5,8% por cento, ascendendo a 65,2 milhões de euros.
Os proveitos acumulados até maio de 2018 ultrapassam já os 250 milhões de euros.

Aeroporto e golfe
Nos cinco primeiros meses do ano o aeroporto de Faro movimentou 2,6 milhões de passageiros (-0,8%) e os campos associados da Algarve Golfe registaram 618 mil voltas de golfe (-0,9%).

                                                           

 


 

ESTÁGIOS PROFISSIONAIS DO IEFP

CANDIDATURAS

IEFP Site 

Até ao dia 31 de julho, encontra-se a decorrer o prazo do 3.º período de candidaturas aos Estágios Profissionais do IEFP.

Aos Estágios Profissionais podem candidatar-se pessoas singulares ou coletivas, do setor privado, com ou sem fins lucrativos e as candidaturas são aprovadas tendo em conta vários critérios, até ao limite da dotação orçamental.

Os estágios têm a duração de nove meses e dirigem-se a desempregados inscritos no IEFP, sobretudo jovens entre os 18 e os 30 anos de idade ou desempregados de longa duração (há mais de 12 meses no desemprego), entre outras situações.

Os estagiários têm direito a uma bolsa mensal, que varia em função do seu nível de qualificação.

 


 

PORTUGAL 2020 | PRÉ-REGISTO DE CANDIDATURAS A DECORRER

As empresas que queiram candidatar os seus projetos de investimento aos incentivos do Portugal 2020, nos concursos de Inovação Produtiva e Empreendedorismo Qualificado e Criativo, já podem efetuar o pré-registo das suas candidaturas.

Recorde-se que este pré-registo, designado nos Avisos de abertura por Registo de Pedido de Auxílio, tem como objetivo continuar a estimular o investimento das empresas, sem que estas tenham de adiar o arranque dos seus projetos.

Tendo em conta que o Portugal 2020 não permite o apoio a projetos já iniciados, o pré-registo de candidaturas salvaguarda o início dos investimentos, antes mesmo da abertura das fases de candidatura, que só deverá ocorrer após a aprovação da Comissão Europeia à proposta de reprogramação apresentada por Portugal.

O Registo do Pedido de Auxílio marca o início do projeto de investimento e apenas pode ser utilizado pela entidade beneficiária que apresentará posteriormente a candidatura, cujo projeto deverá corresponder ao que foi apresentado no pedido de auxílio, sem prejuízo das alterações justificadas e aceites na análise da candidatura.

Consulte os Avisos abertos para Registo de Pedido de Auxílio:
Aviso N.º 17/SI/2018 | Sistema de Incentivos ao Empreendedorismo Qualificado e Criativo | Registo do Pedido de Auxílio
Aviso N.º 16/SI/2018 | Sistema de Incentivos à Inovação Produtiva | Registo do Pedido de Auxílio

 


 

CONTRIBUIÇÕES E IMPOSTOS

O QUE É A CAIXA POSTAL ELETRÓNICA?

A Caixa Postal Eletrónica (CPE) é um serviço que permite receber correio em formato digital, com valor legal, respeitando as características definidas no n.º 1 do art.º 3.º da Lei do Comércio Eletrónico (Decreto-Lei N.º 7/2004, de 7de janeiro), que garante a integridade e a confidencialidade do seu correio. Este serviço está concessionado aos CTT (Serviço ViaCTT).

A ViaCTT é uma caixa postal eletrónica que funciona como um recetáculo de correio digital. Os CTT apenas colocam na CPE documentos de entidades previamente autorizadas (subscritas) pelos cidadãos ou empresas.

 


 

SEGUROS OBRIGATÓRIOS

Para o exercício de uma profissão é necessário considerar dois tipos de seguros: o seguro de acidentes de trabalho e os seguros específicos para o exercício de determinada atividade ou profissão.

No caso dos trabalhadores por conta de outrem, as entidades empregadoras são obrigadas a contratar um seguro que cubra os acidentes de trabalho sofridos pelos seus trabalhadores.

Na ausência deste seguro, a entidade empregadora é responsável pelo pagamento das prestações previstas na lei, em caso de acidente. Essas prestações podem ser em espécie (por exemplo, assistência médica, farmacêutica, hospitalar) ou em dinheiro.

Os trabalhadores independentes são obrigados a ter um seguro de acidentes de trabalho, que se rege por regras semelhantes às do seguro dos trabalhadores por conta de outrem.

Existem ainda outros seguros obrigatórios, de que se destacam os de responsabilidade civil, para determinadas profissões ou atividades.

 

 



 

LIVRO DE RECLAMAÇÕES ELETRÓNICO USADO EM SUPERMERCADOS E HOTÉIS DESDE 1 DE JULHO

O Livro de Reclamações Eletrónico, disponível desde 1 de julho de 2017 para os serviços públicos essenciais (água, eletricidade, gás natural, comunicações eletrónicas e serviços postais), passou a ser obrigatório para outras atividades económicas desde de 1 de julho de 2018.

Trata-se da segunda fase de implementação do Livro de Reclamações Eletrónico que é agora alargada a novos sectores cuja atividade é fiscalizada pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), ou seja, supermercados, hotéis e agências de viagens.

Face à diversidade de setores e à heterogeneidade destas empresas, o processo de adesão e credenciação na plataforma para os operadores económicos que são fiscalizados pela ASAE decorrerá por um período alargado, iniciando-se a 1 de julho de 2018 e terminando a 1 de julho de 2019.

Recordamos que o livro de reclamações eletrónico dirige-se aos consumidores e utentes, portugueses e estrangeiros, havendo uma versão em inglês na plataforma www.livroreclamacoes.pt , sendo obrigatório possuir os dois formatos do livro de reclamações.

O prestador de serviços/fornecedor de bens está legalmente obrigado a informar o consumidor/utente da existência do formato eletrónico do livro de reclamações, devendo divulgar no sítio da internet em local visível e de forma destacada o acesso à plataforma www.livroreclamacoes.pt.

Contudo, não é obrigatório ao prestador de serviços disponibilizar o acesso no seu estabelecimento ao livro de reclamações em formato eletrónico.

Se o consumidor apresentar a sua reclamação na plataforma o prestador de serviços/fornecedor de bens deve responder à reclamação no prazo de 15 dias úteis a contar da data da receção da mesma.

Os valores das coimas aplicadas às contraordenações decorrentes do não cumprimento das normas enunciadas quanto livro de reclamações em formato eletrónico variam entre os €150 e os  €15.000 euros consoante a infração em causa e consoante seja praticada por uma pessoa singular ou coletiva, sendo a negligência também punível.

 

 


 

 

 

PROTEÇÃO SOCIAL DOS TRABALHADORES INDEPENDENTES

DOENÇA, DESEMPREGO E PARENTALIDADE

O Decreto-Lei nº 53/2018, de 2.7, aprovou diversas alterações aos regimes jurídicos de proteção social dos trabalhadores independentes na eventualidade de doença, desemprego e parentalidade. Estas modificações, em vigor desde 1 de julho do ano corrente, visam reforçar a proteção social dos trabalhadores independentes, sendo efetuadas as alterações e correções necessárias aos diversos regimes jurídicos, aproximando-os dos regimes dos trabalhadores por conta de outrem.

Proteção na doença
Foi alterado o período de espera de início de pagamento do subsídio de doença, tendo sido reduzido de 30 dias para 10 dias, aproximando-se ao período de espera dos trabalhadores por conta de outrem.

Parentalidade
Foi alargada a proteção dos trabalhadores independentes, passando estes a ter direito aos subsídios para assistência a filho e para assistência a neto, sendo efetuada uma uniformização completa entre os regimes dos independentes e dos trabalhadores por conta de outrem.

Desemprego
O prazo de garantia para atribuição dos subsídios por cessação de atividade é de 360 dias (contra os anteriores 720 dias) de exercício de atividade independente economicamente dependente, com o correspondente pagamento efetivo de contribuições, num período de 24 meses (antes 48 meses) imediatamente anterior à data da cessação involuntária do contrato de prestação de serviços.

Para o efeito, quando necessário, podem ainda ser considerados os períodos de registo de remunerações no âmbito do regime geral dos trabalhadores por conta de outrem e do regime dos trabalhadores independentes.

É, ainda, alterada a fórmula de cálculo do montante diário do subsídio por cessação de atividade, adequando-a à alterações do regime contributivo dos trabalhadores independentes.

Constatou-se que o regime de proteção na eventualidade de desemprego dos trabalhadores independentes com atividade empresarial e dos membros dos órgãos estatutários (MOE) das pessoas coletivas não acautelava, de modo suficiente, as necessidades de proteção destes trabalhadores, tendo-se verificado que, em muitas situações de encerramento de empresas ou de cessação da atividade profissional, a situação de desemprego não podia ser considerada involuntária por não se verificar uma redução significativa do volume de negócios, tendo dado origem a situações de desproteção social dos trabalhadores afetados.

Por este motivo alterou-se o conceito de desemprego involuntário, por se considerar que o mesmo, tal como se encontra previsto no art. 6.º do Decreto-Lei n.º 12/2013, de 25 de janeiro, era demasiado exigente, estando desadequado da realidade que se pretende proteger.

Assim, o encerramento da empresa ou a cessação da atividade profissional considera-se involuntária sempre que decorra, designadamente, de redução do volume de faturação da atividade igual ou superior a 40% nos dois anos imediatamente anteriores ao ano relevante. Refira-se que a regra anterior estabelecia uma redução do volume de faturação da atividade igual ou superior a 60% no ano relevante e nos dois anos imediatamente anteriores.

Período transitório
Em 2018, para efeitos de atribuição de subsídio por cessação de atividade aos trabalhadores independentes, é aplicado o novo critério de dependência económica à data de cessação do contrato, constante do art. 140.º do Código Contributivo (conceito de entidades contratantes).

De acordo com este preceito, são consideradas entidades contratantes as que beneficiem no mesmo ano civil de mais de 50% do valor total da atividade do trabalhador independente.

 

 


 


 

FÉRIAS DOS TRABALHADORES

PERÍODOS DE ENCERRAMENTO DA EMPRESA

Sempre que seja compatível com a natureza da atividade, o empregador pode encerrar a empresa ou estabelecimento, total ou parcialmente, para férias dos trabalhadores:
- até 15 dias consecutivos entre 1 de maio e 31 de outubro;
- por período superior a 15 dias consecutivos ou fora daquele período, quando assim estiver fixado em instrumento de regulamentação coletiva ou se houver parecer favorável da comissão de trabalhadores;
- por período superior a 15 dias consecutivos, entre 1 de maio e 31 de outubro, quando a natureza da atividade assim o exigir.

O empregador pode ainda encerrar o estabelecimento durante 5 dias úteis consecutivos, nas férias escolares do Natal, ou um dia que esteja entre um feriado que ocorra à terça-feira ou quinta-feira e um dia de descanso semanal (“pontes”).

Importa ter presente que, o empregador tem a possibilidade de alterar o período de férias já marcado ou interromper as já iniciadas por exigências prementes do funcionamento da empresa, tendo o trabalhador direito a indemnização pelos prejuízos sofridos por deixar de gozar as férias no período marcado.

No entanto, a interrupção das férias deve permitir o gozo seguido de metade do período a que o trabalhador tem direito.

Em caso de cessação do contrato de trabalho pelo trabalhador, sujeita a aviso prévio, o empregador pode alterar a marcação das férias, determinando que o gozo das mesmas ocorra imediatamente antes da cessação. (Código do Trabalho, Arts. 242º e 243º).

 


 

 

NOVA MEDIDA INCENTIVA O EMPREENDEDORISMO JOVEM

A Portaria n.º 151/2014, de 30 de julho, cria o Programa Investe Jovem tem como objetivo promover e fomentar o empreendedorismo, a criação de emprego e o crescimento económico, através de apoios financeiros ao investimento e à criação do próprio emprego, bem como de apoio técnico para alargamento de competências na área do empreendedorismo e na estruturação e consolidação do projeto de criação de novas empresas e que apresentem, nomeadamente, viabilidade económico financeira e um investimento total entre 2,5 e 100 Indexante Apoios Sociais (IAS).

O Programa destina-se a promover a criação de empresas por jovens desempregados, através das seguintes modalidades de apoio:
• Apoio financeiro ao investimento
• Apoio financeiro à criação do próprio emprego dos promotores
• Apoio técnico na área do empreendedorismo para reforço de competências e para a estruturação e consolidação do projeto

São destinatários do Programa os jovens com idade igual ou superior a 18 anos e inferior a 30 anos, inscritos como desempregados no IEFP, e que possuam uma ideia de negócio viável e formação adequada para o desenvolvimento do negócio.

No âmbito deste Programa são concedidos apoios financeiros:
Ao Investimento:
• Apoio financeiro até 75% do investimento total elegível
• Este apoio só pode financiar o fundo de maneio indexado ao projeto até 50% do investimento elegível, no limite de 5 x IAS
• Os promotores devem assegurar, pelo menos, 10% do investimento total elegível, em capitais próprios.

À criação do próprio emprego dos promotores:
Apoio financeiro sob a forma de subsídio não reembolsável, até ao montante de 6 x IAS por destinatário promotor que crie o seu posto de trabalho a tempo inteiro, até ao limite de quatro postos de trabalho objeto de apoio.

Os promotores podem, ainda, beneficiar de apoio técnico para o desenvolvimento de competências na área do empreendedorismo e na estruturação do projeto (apoio assegurado por iniciativa e responsabilidade do IEFP) e/ou destinados à consolidação de projetos – apoio assegurado pela Rede de Entidades Prestadoras de Apoio Técnico (EPAT), credenciadas pelo IEFP.

A Portaria n.º 151/2014, de 30 de julho, entra em vigor 60 dias após a data da sua publicação, estando neste momento a ser objeto de regulamentação. A abertura de candidaturas será oportunamente publicitada.

 


 
Divulgação:

Para que possa lançar, expandir ou rentabilizar a atividade da sua empresa, o NERA , para além de todos osserviços e apoios que tem vindo a prestar aos empresários da Região, ou aos que aqui se pretendem instalar,dispõe de um serviço de aluguer/cessão de uso de salas e espaços variados, situadas no seu Centro Empresarial de Negócios.

As salas/ espaços poderão ser arrendadas por períodos variáveis, desde por horas ou dias a mensal, anual ou plurianualmente.

O uso de qualquer destes espaços traz consigo vantagens adicionais, como:
- inserção num espaço comum de múltiplas utilizações e não isolado;
- uso imediato de energia e água;
- possibilidade de acesso a serviços diversificados, como: fotocópias, fax, mail, gestão de correspondência ou contactos, etc.;
- integração no núcleo da NERA, onde encontra disponibilidade do uso ocasional de espaços e serviços, entre os quais salas para reuniões, apresentações de produtos ou formação, salas de congressos,organização de eventos, secretariado, aluguer de mobiliário, etc.;

Também disponibilizamos serviços de sediação de empresas e gestão de contactos.

 

O NERA em parceria com a PLMJ – Sociedade de Advogados, R.L., irá realizar no dia 30 de setembro, pelas 14 horas, no Auditório do NERA, o seminário subordinado ao tema “Alojamento Local”, tendo como principal objetivo o esclarecimento dos princípios e das regras aplicáveis ao alojamento local.

 

O Programa deste seminário, bem como a respetiva Ficha de Inscrição e as informações técnicas necessárias irão encontrar-se, brevemente, disponíveis no site do NERA em www.nera.pt.

 

Login Form